Volkswagen Magazine

Inovação

VIDA LONGA.

Descubra quando é preciso fazer a revisão de itens fundamentais do seu carro e quais os riscos de não fazer a troca no prazo certo. 

Texto Débora Yuri
Ilustrações Bruno Algarve

Calibrar os pneus, trocar o óleo do motor, fazer alinhamento e balanceamento. Mesmo os motoristas que cultivam pouca, digamos, intimidade com automóveis sabem: essas ações são importantes para a sua manutenção. É extensa a lista de itens essenciais que precisam ser periodicamente inspecionados – das palhetas dos limpadores do para-brisa ao filtro do ar-condicionado, passando pelo fluido de freios, do radiador, da embreagem... Confira a linha do tempo e da quilometragem para estar sempre com o carro revisado. 

 Óleo do motor

Para lubrificar e arrefecer o motor, ele trabalha em regimes severos, com grandes variações de pressão, temperatura e resistência – sem perder suas propriedades. A troca periódica depende do modelo do carro: atualmente, em condições normais de uso, isso deve ser feito a cada ano ou a cada 10 mil quilômetros. Recomenda-se utilizar o óleo indicado no Manual do Proprietário. Entre os exemplos estão o Maxi Performance, um lubrificante de última geração, totalmente sintético, desenvolvido com a formulação ROE (Robust Engine Oil) – tecnologia de aditivação superior que aumenta a proteção contra desgaste e corrosão.

Filtro de óleo do motor

Ele retém resíduos metálicos e da combustão, agressivos ao motor, e também fica repleto de impurezas com o passar do tempo. Resultado: isso compromete o atendimento da demanda
de óleo necessária à lubrificação e ao arrefecimento do motor. O filtro deve ser substituído a cada troca de óleo.

Filtro de combustível

Sua função é manter as válvulas injetoras do motor protegidas de impurezas e partículas metálicas do combustível. Quando saturado, dificulta a distribuição do combustível necessário ao automóvel. Esse filtro precisa de troca a cada revisão – após 12 meses de uso ou 10 mil quilômetros rodados.

Velas de ignição

Elas produzem a centelha que dá início à combustão de ar e combustível e são projetadas para resistir a ataques físico-químicos. Por isso, utilizam eletrodos de irídio que suportam elevada energia de ignição e possuem tratamento à base de níquel, que combate a corrosão. Como atuam em condições de variação de temperatura e pressão, sujeitas a combustíveis e gases queimados, as velas originais carbonizam com o uso por tempo ou quilometragem. Isso gera perda de potência e de torque e também aumenta o consumo de combustível. O componente deve ser substituído periodicamente: nos projetos atuais, aos 40 mil quilômetros ou quando o veículo atinge quatro anos de uso.

Filtro do ar-condicionado

Também chamado de filtro de poeira e pólen, o componente trata o ar que será distribuído pelo veículo e, portanto, respirado. Ele retém partículas sólidas, fuligens e pólens que provocam irritações, alergias e riscos à saúde. A revisão é recomendada quando o carro roda em ambientes muito poluídos ou com elevada concentração de poeira. Em condições normais, deve-se fazer a troca a cada 30 mil quilômetros ou 36 meses de uso.

Filtro do ar-condicionado em veículos Premium

Esta peça foi desenvolvida para ir além das funções do filtro de poeira e pólen: absorve gases poluentes, como hidrocarbonetos, óxido de nitrogênio, ozônio e dióxido de enxofre, e reduz a penetração de odores desagradáveis no interior do veículo. Para garantir a manutenção dessas funcionalidades, o filtro precisa ser trocado depois de 30 mil quilômetros ou 36 meses. Condições ambientais adversas – como alta concentração de poeira – exigem revisão mais frequente.

Correias

De maneira geral, os motores têm duas: a correia dentada, que garante o funcionamento do motor, e a poli V, responsável por acionar componentes auxiliares, como alternador, direção hidráulica e compressor do ar-condicionado. Ambientes abrasivos aceleram o desgaste de ambas, exigindo troca antecipada – daí a necessidade de inspeção periódica.
A quebra da correia dentada causa danos graves ao motor, imobilizando o veículo imediatamente; a da poli V acarreta problemas em sistemas vitais, como o elétrico e de direção hidráulica, além de impedir o ar-condicionado de funcionar. Em condições normais de uso, preveem-se 120 mil quilômetros de vida útil às correias, ou quatro anos e meio, devido ao envelhecimento da borracha.

Palhetas dos limpadores do para-brisa

Em um ano, as palhetas dianteiras do limpador chegam a percorrer até 800 quilômetros no para-brisa. Com o atrito, elas sofrem desgaste mecânico e ainda recebem radiação solar, ozônio, poluição e outros agentes agressivos à borracha. Como estão entre os itens de segurança, são essenciais para oferecer ao motorista visibilidade adequada e devem ser trocadas pelo menos uma vez ao ano. Outra solução é usar o detergente limpa para-brisa original da Volkswagen a cada revisão: além de limpar o vidro, ele hidrata e conserva a borracha das palhetas.

Alguns itens precisam de revisão após certo tempo de uso

Fluido de embreagem

O fluido que assiste a embreagem, em geral, é o mesmo dos freios – deve ser trocado a cada dois anos, independentemente da quilometragem. Sua função é amplificar e conduzir força para acionar a embreagem, e ele também fica deteriorado pelos aditivos, já que trabalha sob pressão e temperatura elevadas. Com o tempo, passa a agredir os componentes
do sistema hidráulico da embreagem, ameaçando
a segurança. 

Novo programa ajuda o motorista a economizar e a planejar revisões

Novo programa ajuda o motorista a economizar e a planejar revisões 
Pacote de manutenções preventivas que pode ser adquirido durante a compra de um carro 0 km, o programa Revisões Planejadas foi lançado pela Volkswagen em outubro passado. Os principais benefícios são a garantia de serviço executado com mão de obra especializada e peças originais, possibilidade de programar melhor os gastos com o automóvel, manutenção do período de garantia de fábrica e a consequente valorização do veículo usado em caso de revenda. Entre os itens incluídos estão óleo do motor, fluido de freio e filtros de óleo, combustível e de poeira e pólen.
Atualmente, está disponível o plano de 36 meses ou
30 mil quilômetros – vale o que ocorrer primeiro. Para veículos utilizados em condição de severidade, ele é limitado a 18 meses. 

Fluido de freios

Este é outro item do carro que trabalha sob alta pressão, aumentando e conduzindo a força de frenagem até as rodas. Para fornecer maior resistência, é desenvolvido com aditivos que absorvem a umidade do ar ao longo do tempo e deterioram suas propriedades. A contaminação forma ácidos que agridem os componentes do sistema, colocando a segurança em risco. Para preservar sua vida útil, o fluido precisa ser substituído a cada dois anos de uso, independentemente da quilometragem rodada.

Bateria

É cada vez mais comum o uso de sistemas elétricos e eletrônicos projetados para manter a performance, quaisquer que sejam as condições climáticas, o trajeto, o tráfego e o terreno. Isso significa que o sistema elétrico veicular composto pela bateria e pelo alternador precisa atender à crescente demanda de energia elétrica do carro nas mais diversas situações: partida do motor, condução em tráfego congestionado, chuvas e alagamentos.
Por ser um componente cuja deterioração depende das condições e intensidade de uso, recomenda-se realizar testes de vida útil da bateria e qualidade do atendimento da demanda energética nas manutenções periódicas
do veículo.

Pastilhas e disco dos freios

Estes dois itens precisam passar por inspeção a cada manutenção periódica para identificar o nível de desgaste, que depende das condições e intensidade do uso. As pastilhas convertem a energia do movimento do veículo em calor e trabalham em atrito com o disco de freio; as originais têm espessura mínima para garantir segurança na frenagem e baixíssima emissão de ruídos. Quando as pastilhas apresentam nível de desgaste próximo ou abaixo do mínimo, a segurança e a vida útil do disco estão em risco.
Já o disco de freio é uma peça composta de liga ferrosa, que tem a missão de frear as rodas. A cada solicitação dos freios, ocorre o atrito entre ele e a pastilha. Nas peças originais, seu limite de desgaste é estabelecido pela presença de marcas de controle na área de atrito. Enquanto as demarcações estiverem aparentes, o disco tem condições normais de uso. Desaparecendo uma delas, deve ser substituído – estruturalmente, ele tem uma espessura mínima de trabalho para garantir segurança de frenagem e dissipação do calor.

Itens que devem ser revisados
de acordo com condições e intensidade
de uso

Aditivo do radiador

Responsável pelo controle da temperatura de trabalho do motor, o fluido de arrefecimento também deve ser verificado a cada serviço de manutenção. A temperatura é controlada por um sistema que circula e resfria uma mistura de água com aditivo de coloração rosa. Ela tem uma proporção especificada a ser mantida; quando alterada, as modificações são sinalizadas pela mudança na cor. Equipamentos especialmente desenvolvidos pela Volkswagen permitem avaliar o fluido e, se for o caso, recomendar sua substituição.

Amortecedores

Componentes da suspensão, cuja função é manter a estabilidade do veículo, segurança, dirigibilidade e conforto, os amortecedores absorvem a energia elástica das molas para proporcionar a maior área de contato possível do pneu com o solo. Atualmente, eles trabalham pressurizados, o que otimiza sua performance.
Em um ciclo normal, um amortecedor moderno abre e fecha aproximadamente 2.600 vezes por quilômetro rodado – aos 30 mil quilômetros, completa 78 milhões desses movimentos, produzindo desgastes internos.
É necessário, portanto, que eles sejam inspecionados durante as manutenções periódicas, para avaliar possíveis vazamentos e identificar a necessidade de troca.

Pneus

Capacidade de tração, estabilidade direcional, segurança, dirigibilidade, estabilidade, frenagem, conforto. A manutenção de todos esses atributos depende de cuidados com o desgaste dos pneus. Por norma técnica, os utilizados em carros de passeio estão limitados a uma profundidade mínima dos sulcos de 1,6 mm. Ou seja: quando ficam “carecas”, já ultrapassaram, há muito tempo, o limite tolerável de desgaste. Para manter a longevidade e regularidade no desgaste, é importante calibrá-los frequentemente, além de fazer alinhamento, balanceamento e rodízio periódico entre os eixos dianteiro e traseiro.