Volkswagen Magazine

Gente

Entre Rio e São Paulo.

A bordo de um Golf Variant, família fanática por carros e que ama estrada aproveita uma escapada até Paraty em um fim de semana.

Texto Júlia Bezerra
Fotos Angelo Dal Bó

O verão é um verdadeiro convite para passeios em família. E, às vezes, basta apenas uma boa dose de animação para quebrar a rotina e curtir destinos próximos.
Foi nesse clima que a família Prevoznik, de São Paulo, embarcou em um Golf Variant rumo à charmosa Paraty, cidade histórica litorânea no Rio de Janeiro, para uma viagem de fim de semana.


O casal Edson, 60, e Irmelinda, 58, e os dois filhos passaram a vida viajando juntos, mas havia dois anos que não arrumavam as malas. “Estávamos precisando dessa escapada”, diz o primogênito, Cesar, de 31 anos.  “Pegar estrada dirigindo é o que meu pai e eu mais gostamos de fazer”, completa. “Não importa o destino.”

Paraty, no entanto, não poderia ser mais simbólica para eles: “Meu marido e eu passamos por lá em nossa lua de mel, em 1983”, revela Irmelinda. “Então, de certa forma, esse lugar representa o início da formação de nossa família.”


Paraty foi fundada em 1667, destacando-se pelos engenhos de cana-de-açúcar e como porto de escoamento de ouro e pedras preciosas de Minas Gerais com destino a Portugal. Mais recentemente, voltou a ter importância econômica, desta vez na área do turismo. Com a abertura da rodovia Rio-Santos, nos anos 1970, desenvolveu-se enfim como um dos principais destinos turísticos do país. Considerada Patrimônio Histórico Nacional, a charmosa cidade colonial preserva encantos naturais e arquitetônicos. O calçamento de pedras pé de moleque das ruas do centro, mantido como era em 1820, faz do passeio uma espécie de viagem no tempo.

E foi para fazer essa viagem que, numa manhã fria de sábado, a família já estava de pé antes do sol nascer, pronta para a saída de São Paulo. O espaçoso porta-malas do Golf Variant comportou confortavelmente a bagagem dos três. Irmelinda tratou de se acomodar no banco traseiro, estranhando apenas a ausência do caçula Douglas, 29, que tinha outro compromisso naquele dia. “Ele é meu companheiro”, confessa. “O Edson e o Cesar só ligam para o carro”.


E não era exagero: foram alguns minutos de discussão até decidirem quem seria o primeiro a assumir o lugar do motorista. Cesar saiu na frente, e combinou de entregar o volante ao pai na descida da Serra do Mar. “É que lá o limite de velocidade é 20 km/h, e eu só sei andar a 120”, exagera, brincando.

Com a playlist conectada pelo Bluetooth tocando músicas de rock clássico, ao longo das mais de quatro horas de viagem relembraram com bom humor algumas histórias vividas sobre quatro rodas. “Que sufoco passamos quando fomos para Ilhabela!”, recorda Edson. “Inventamos de dar a volta na ilha de carro e, quando vimos, estávamos presos em um rochedo. Que dificuldade conseguir sair dali!”


Nessa família, a paixão por carros é antiga. Edson se lembra de ouvir histórias de seu bisavô, admirador dos primeiros veículos que circularam pelo País.  “Em nossas veias corre gasolina”, brinca ele, ao mesmo tempo orgulhoso e descontraído. Essa paixão norteou sua profissão, e ele ganhou a vida trabalhando em concessionárias.

Não é de estranhar que ele tenha esperado o nascimento do Cesar, em 1985, com um autorama montado na sala da casa. No primeiro aniversário do menino, o presente foi um carrinho de corrida Lotus John Player Special. Logo cedo, os irmãos criaram gosto por viajar. “Pegávamos estrada com muita frequência para ir a eventos de clubes de carros”, lembra o pai. Irmelinda completa: “Pois é: nossos passeios em família sempre giraram em torno desse tema”.


Logo que tirou a habilitação, Cesar comprou seu primeiro carro: um Golf vermelho 1995 que havia sido de seu pai. Seguindo os passos da família, iniciou a carreira como funcionário de uma concessionária, passando por fábricas de veículos e administração de portais temáticos na internet.

» De certa forma, esse lugar representa o início da formação de nossa família. «

Irmelinda Prevoznik

Irmelinda tem uma pontinha de ciúmes – “Parece que eles gostam mais do carro do que de mim” –, mas não esconde o privilégio: “Tenho dois motoristas particulares”. Ela, que não dirige, aproveitou para admirar a pitoresca paisagem da Rodovia Oswaldo Cruz, que cruza a Serra do Mar até chegar a Ubatuba, e a da estrada Rio-Santos, que segue beirando o mar.


“Breca, Cesar!”, assusta-se Irmelinda ao perceber que o carro se aproximava de um caminhão. “Calma, mãe! Ele faz o trabalho por mim”, tranquiliza-a o filho, às gargalhadas. Sem que o motorista precisasse pisar no freio, o Golf Variant foi reduzindo sua velocidade até assumir uma distância segura do veículo à frente.

Unidos pela mesma paixão, pai e filho não viram o tempo passar durante a viagem. Aproveitaram para testar recursos como o teto solar elétrico panorâmico, amplo painel central, equipado com a tela touchscreen de oito polegadas do sistema de infotainment Discover Pro, e o sistema ACC (controlador de velocidade adaptativo, o “piloto automático”), que, dependendo da situação, pode fazer o carro parar ou arrancar automaticamente.


As nuvens frias de São Paulo foram, aos poucos, dando espaço a um azul que dominava o céu de Paraty na chegada à cidade, na hora do almoço. Ao estacionar depois do longo trajeto, Edson e Cesar elogiaram o conforto interno e a economia do carro. “Por fugir do padrão SUV e assumir a categoria station wagon, o Golf Variant costuma agradar tanto jovens como pais de família com espírito esportivo”, justifica Thiago Grecco, analista de marketing sênior na Volkswagen do Brasil. “O ótimo desempenho na estrada fica por conta do motor de 150 cavalos, que entrega performance e baixo consumo de combustível, chegado a 17 km/l.”

Depois de uma refeição caprichada em um restaurante na badalada Praça da Matriz, era hora de esticar as pernas e dar uma volta a pé pelo centro histórico da cidade, onde é proibido o tráfego de automóveis.


O tempo bom foi um bônus para a família: “Na lua de mel, só encontramos chuva”, lamenta Irmelinda. Cesar também já havia visitado Paraty antes, em 2010, quando juntou uma turma de 23 pessoas para participar do Encontro Nacional do Golf Clube. “Choveu todos os dias!”, conta, decepcionado.


A passos lentos pela cidade, é possível contemplar uma série de construções características do Brasil Colônia, como casarões e igrejas, além de encontrar artistas de rua e lojas de roupas, artesanato e cachaças.

» O Golf Variant costuma agradar tanto jovens como pais de família com espírito esportivo. «

Thiago Grecco, Analista de Marketing Sênior na Volkswagen do Brasil

A cidade é cortada por um canal em cujas margens se acumulam barzinhos, barraquinhas de comes e bebes, barcos para passeios e uma ciclovia. E esse foi o lugar escolhido pela turma para contemplar o cair do sol, depois de um intenso dia de viagem.


No dia seguinte, o passeio começou pela Rua Aurora até chegar ao cais, onde se concentram barcos de passeio, lojinhas e uma paisagem litorânea encantadora rodeada pela Mata Atlântica.

Ali perto está a Igreja de Santa Rita, a mais antiga da cidade e grande símbolo da forte influência católica trazida por Portugal. A construção de arquitetura jesuítica foi erguida em 1722 por escravos libertos, e hoje abriga o Museu de Arte Sacra. É considerada um dos principais cartões postais da cidade.


Entre uma fotografia e outra, chegou a hora de subir a serra de volta para casa. Na partida, a mesma polêmica da vinda – quem fica com o lugar de honra. “Só notamos um defeito no carro: não tem dois volantes!”, brinca Edson, ao sentar-se no banco do motorista para assumir a função na primeira metade do percurso. “O jeito, então, é dividir”. Cesar não reclama. Feliz de reviver esses momentos ao lado do pai, a longa estrada pela frente é só mais uma vantagem.