Volkswagen Magazine

Esportes

Aventura morro abaixo.

A bordo de uma Saveiro Cross, irmãos apaixonados por downhill contam tudo sobre esse esporte unindo bicicleta, carro e muita adrenalina.

Texto Júlia Bezerra
Fotos Diego Cagnato
No sistema de navegação da Saveiro Cross, Andrés e Dion observam o mapa até o Morro do Cruzeiro, em São Roque, no interior paulista.

Na manhã de uma quinta-feira, o despertador dos irmãos Andrés, publicitário de 29 anos, e Dion Orthega, arquiteto de 25, toca ao raiar do sol. Eles se levantam apressados, mas não se arrumam para ir trabalhar. O compromisso, no entanto, é tão sério quanto a labuta: é dia de downhill. Para os irmãos Orthega, descer montanhas de terra em alta velocidade a bordo de uma bicicleta é como respirar: eles não vivem sem. Com o objetivo de conhecer um pouco mais sobre essa modalidade da mountain bike, posicionamos as bicicletas no teto de uma Saveiro Cross e partimos com a dupla rumo a São Roque, no interior de São Paulo, para acompanhar um de seus treinos de rotina.

Andrés e Dion aprenderam a pedalar no sítio dos avós, em Minas Gerais. “Segundo meu pai, isso aconteceu antes de darmos os primeiros passos”, conta Andrés. O comentário é uma brincadeira, claro, mas antes dos 4 anos eles já haviam dispensado as rodinhas de apoio. A habilidade vem de família: o pai era ciclista de estrada na época, e sempre foi um exemplo para os meninos. “A gente jogava futebol só para socializar com os outros garotos”, lembra Dion. “Mas, quando estávamos em família, queríamos mesmo era andar de bike.” Para desespero da mãe, os pequenos aventureiros optaram por uma modalidade um pouco mais radical do que a do pai. “Pegávamos as bicicletas, levávamos até o topo do morro e descíamos voando”, conta Andrés. Na época, “descer morro de bicicleta” não era um esporte tão difundido aqui no Brasil. Hoje, é conhecido como downhill.

Do outro lado do mundo, a história do downhill é mais antiga. Surgiu por volta de 1976, antes da própria mountain bike. Cansados de andar no calçadão da praia, os hippies de Marin County, na Califórnia, tiveram a ideia de descer montanhas de terra a bordo de suas bicicletas estilo cruiser. Mais tarde, entre as décadas de 1980 e 1990, Gary Fischer, Tom Ritchey e outros grandes nomes do ciclismo criaram as mountain bikes, e em 1990 o downhill foi oficializado como uma vertente radical desse tipo de ciclismo, com a realização do primeiro campeonato mundial no Colorado, nos Estados Unidos. O esporte, que consiste na descida de pistas de terra da forma mais rápida possível, ganhou visibilidade em meados dos anos 1990, depois que as fábricas de ciclismo passaram a produzir equipamentos específicos para essa prática. “Por ser o extremo da mountain bike, era perigoso demais praticá-lo sem a bicicleta e os acessórios adequados”, justifica Andrés.

» Toda parte externa da picape, incluindo para-choques e rodas, é voltada para quem busca ter uma atividade fora da rotina e precisa trafegar com o carro em pisos mais desafiadores. «

Felipe Seabra, especialista em Marketing do Produto da Volkswagen do Brasil

Dion tinha apenas 11 anos quando ele e o irmão decidiram aprimorar o hobby e competir de bicicleta. O downhill, no entanto, foi vetado pelos pais, receosos em relação aos riscos que acompanham o esporte. Os dois chegaram a participar de provas de mountain bike e Andrés, ansioso por se profissionalizar na atividade, acabou ingressando no ciclismo de estrada, que praticou ao longo de quatro anos. “Não posso dizer, no entanto, que corria menos risco”, assume. Uma das cicatrizes que estampam seu corpo vem dessa época. Numa descida, passou por cima de um pedaço de pneu que estava na pista e perdeu o controle da bike. Na queda, quebrou a clavícula.

Não foi o medo de cair de novo que afastou Andrés das estradas. Desapontado com o baixo incentivo ao ciclismo no País e sem muita empolgação para pedalar no asfalto, acabou deixando a atividade de lado. Comprou uma moto para suprir sua necessidade de adrenalina, e decidiu investir nos estudos, cursando publicidade. Já era graduado quando ouviu do irmão, em 2014: “Vou voltar para o downhill”. Andrés nem hesitou: é claro que acompanharia o caçula nessa aventura. Sócio de uma agência de marketing digital, não teve problema em encaixar o hobby em sua rotina. Hoje, a dupla pratica o downhill pelo menos uma vez por semana. “É religioso: no mínimo, todo sábado é reservado para o downhill”,  garante Andrés.

Segundo Felipe Seabra, especialista em Marketing do Produto da Volkswagen do Brasil, a Saveiro Cross tem uma diferenciação de design das demais versões do carro, além de um apelo mais esportivo e um aspecto de robustez. “Ou seja, toda a parte externa da picape, incluindo para-choques e rodas, é voltada para quem busca uma atividade fora da rotina e precisa trafegar com o veículo em pisos mais desafiadores”, explica. Perfeito, portanto, para surfistas, pessoas que gostam de fazer trilhas e, é claro, praticantes de downhill. “Tecnicamente, é a melhor opção para enfrentar estradas de terra”, complementa Seabra. “Um sistema de controle de estabilidade e um assistente de descida (hill road descent) contribuem para que o carro tenha tudo a ver com o downhill.” Basta apertar uma tecla e tirar o pé do freio que o veículo desce sozinho a 40 km/h.

O carro, aliás, tem papel fundamental na vida dos praticantes desta modalidade. “A bicicleta de downhill não foi feita para subir montanha”, esclarece Andrés. “Além de ser muito pesada, não tem uma relação de marchas apropriada para isso.” Como os atletas têm de chegar ao topo do morro para, enfim, descê-lo, é necessária uma ajuda motorizada. “A Saveiro é perfeita porque combina dois carros em um”, avalia Andrés. “A estrutura off-road aguenta o tranco das pistas, e a picape é confortável na estrada, no caminho da capital rumo ao interior.”

Fiéis ao esporte, Andrés e Dion fazem o possível para estimulá-lo, ajudando na manutenção de pistas locais com dinheiro, mão de obra e ferramentas. “Não é fácil praticar o downhill”, lamenta o primogênito. “O equipamento ainda é muito caro aqui no Brasil, e a fama de radical acaba gerando preconceito, dificultando ainda mais o acesso ao esporte.” Os irmãos, por sinal, não escapam das consequências de praticar um esporte extremo. Em 2015, Andrés sofreu um acidente grave na extinta pista de Vinhedo, no interior de São Paulo. “Estava descendo muito rápido, bati na parede do morro e fui arremessado para cima”, conta. “Bati a cabeça no chão depois de uma queda de 1,5 metro de altura.”

Mas não há risco que desanime os irmãos Orthega. A sensação proporcionada pela prática do downhill faz tudo valer a pena. “É uma explosão de sentimentos, difícil de explicar em palavras”, diz Andrés. “Na hora em que eu ponho a mão no guidão, ansiedade, medo e expectativa se transformam em adrenalina, e eu me torno outra pessoa.” Uma mistura de alívio com satisfação faz brilhar os olhos dos meninos, ao pé da pista do Morro do Cruzeiro, depois de mais uma descida cheia de obstáculos, curvas e desafios. Com um sorrisão no rosto, Dion confessa: “Não é só uma bicicleta; é a grande paixão da minha vida”.

 

» É uma explosão de sentimentos, difícil de explicar em palavras. «

Andrés Orthega

Debaixo de um sol escaldante e cheios de energia, Andrés e Dion se preparam para descer a pista montada na região de mata do Morro do Cruzeiro, em São Roque. Não sabem dizer quantas vezes já fizeram o percurso de mil metros, mas cada descida é emocionante à sua maneira. Equipam-se com capacete, óculos, luvas, joelheiras e colete, ajustam as bikes no suporte instalado no teto da Saveiro Cross e partem rumo ao topo da pista.

» Na hora em que eu ponho a mão no guidão, ansiedade, medo e expectativa se transformam em adrenalina e eu me torno outra pessoa. «

Andrés Orthega

A Volkswagen também pedala!

A empresa preparou uma novidade exclusiva para os amantes das bicicletas. São dois modelos de mountain bike que já podem ser encomendados e retirados em  qualquer concessionária do Brasil. As bicicletas são equipadas com peças exclusivas e versáteis,
e contam com um design diferenciado, alinhado aos padrões da marca. Disponíveis em duas versões (aro 27,5’’ e aro 29’’), as bikes têm freio a disco, conjunto de câmbio de última geração e um quadro de alumínio hidroformado, desenvolvido internamente. “São perfeitas para pessoas que buscam uma opção divertida e aventureira de mobilidade e lazer”, diz Daniel Morroni, diretor de Pós-Vendas da Volkswagen do Brasil.